Berrettini confessa que só queria mesmo jogar uns games em Wimbledon para curar ferida

Berrettini confessa que só queria mesmo jogar uns games em Wimbledon para curar ferida

Por Pedro Gonçalo Pinto - julho 7, 2023

Matteo Berrettini chegou a Wimbledon cheio de dúvidas no ponto de vista físico e sem ritmo competitivo. No entanto, o italiano, vice-campeão em 2021, já se encontra na terceira rodada, depois de excelentes vitórias sobre Lorenzo Sonego Alex de Minaur. Na hora de analisar o que lhe passa pela cabeça, o atleta lembra da temporada passada, em que chegou ao All England Club em grande forma… e a Covid-19 o tirou da competição.

O QUE LHE PASSA PELA CABEÇA

Estou muito feliz pelo meu rendimento. Joguei mesmo desde o primeiro game até o fim, algo que realmente não esperava. Estou contente por estar aqui, então isso ajuda. O que passei no ano passado é algo que ainda não está curado. É uma dor muito aguda se pensar nisso. Provavelmente estava na melhor forma da minha carreira, especialmente na grama. É um torneio muito especial para mim e queria desfrutar. Não poder jogar, ainda por cima quando estava melhor fase fisicamente, foi muito difícil de superar mentalmente. Por isso estou aqui este ano. Jogar apenas uns games já seria bom. Estou mesmo contente. Sei que é a terceira rodada mas parece algo maior.

COMO REAGIU ÀS ADVERSIDADES

Tem a ver com as pessoas à tua volta, a tua família, equipe e tu próprio. É algo que às vezes volta. Temos um calendário estranho, horários estranhos, nunca para. Me lembro que me retirei e fiquei uma semana na casa que alugamos aqui. Queria treinar no saibro para jogar em Gstaad. Não há tempo para pensar nas coisas, mas me lembro que estava muito triste. Quando me lesionei no fim do ano, me afetou de novo. Parei e percebi que tinha perdido outro Grand Slam. Muita gente ajudou.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt