Sinner: «João Fonseca é muito bom para o ténis» - Bola Amarela Brasil

Sinner: «João Fonseca é muito bom para o ténis»

Por José Morgado - março 11, 2026

Jannik Sinner não poupou elogios a João Fonseca depois de o derrotar nos oitavos de final do BNP Paribas Open, o ATP Masters 1000 de Indian Wells. O italiano precisou de dois tiebreaks para superar o jovem brasileiro num dos encontros mais intensos da ronda, e no final destacou o enorme potencial do adversário.

“Sabia que ia ser um jogo muito difícil”, admitiu Sinner após a vitória. “O João é um jogador de grande qualidade e estava ansioso por este confronto. Foi um encontro muito complicado, com pontos muito importantes.”

O número dois do mundo destacou sobretudo a mentalidade competitiva do brasileiro, que considera uma das grandes virtudes do seu jogo. “Ele não tem medo de arriscar, gosta de bater nas bolas e é muito agressivo. Além disso, tem uma mentalidade muito forte”, afirmou.

Sinner acredita também que Fonseca está a seguir o caminho certo para se afirmar entre a elite do ténis mundial. “Vejo que está em boas mãos, tem uma grande equipa à volta e parece um rapaz muito trabalhador. Não o conheço muito bem fora do court, mas parece muito humilde.”

Apesar de reconhecer algumas semelhanças entre ambos — sobretudo na forma como evoluíram nos primeiros anos no circuito — o italiano sublinha que cada jogador tem o seu percurso. “Há coisas que ele faz melhor do que eu e outras que faço melhor do que ele. Cada um tem o seu caminho.”

Ainda assim, Sinner não tem dúvidas sobre o impacto que Fonseca poderá ter no futuro do circuito. “Não posso prever o futuro, mas é evidente que tem uma qualidade tremenda. Depois de jogar contra ele, tenho ainda mais a certeza de que vai fazer grandes coisas.”

Para o italiano, o crescimento de jovens talentos como Fonseca — e também Learner Tien — é uma excelente notícia para o ténis. “É bom para o desporto ter jogadores assim. Já é muito difícil vencê-lo agora, e no futuro será ainda mais.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com