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Nuno Borges no Bola Amarela Podcast: «Adoraria defrontar Nadal ou Djokovic»
Nuno Borges, campeão do Challenger 125 de Monterrey, no domingo, que lhe valeu igualmente um novo recorde pessoal de ranking (85.º) esta semana, aceitou o desafio de participar no nosso podcast menos de 24 horas depois do título no México e já de olhos postos no ATP 500 de Acapulco. Sempre honesto e de resposta fácil, o maiato de 26 anos não fugiu a nenhuma questão! Para ver, ouvir e ler!
EMOÇÕES AINDA BEM FRESCAS
Ainda tive pouco tempo para digerir tudo. Já estou com a cabeça no próximo encontro e o ténis é mesmo assim. Foi um torneio muito bem organizado, de alta qualidade. Um estádio incrível e o meu encontro favorito foi o da segunda ronda, à noite, o pessoal ao rubro e ambiente incrível. Torneio especial e com sabor especial no meu coração.
EVOLUÇÃO CONTINUA E TEM SIDO RÁPIDA
A final de Monterrey foi um daqueles dias em que pensei no quão rápido tudo tem acontecido. Quando me deitei no chão senti que estava a sonhar. Acabei o encontro, o torneio e fiquei mesmo orgulhoso pela forma como lidei com tudo e com tudo o que alcancei. Foi uma espécie de resumo da minha carreira. Se tivesse de parar agora já olhava para trás e ficava muito satisfeito com tudo o que já fiz. Mas estou aqui, estou bem e com fome para mais.
ÚLTIMOS MESES DUROS
Em dezembro a Maia foi muito duro porque estava muito cansado mentalmente. Foi a minha primeira época completa. A cabeça falhou por alguma falta de hábito. Gostaria de ter jogado melhor aí. Acreditem ou não, na Maia não pensei na Austrália, mas sabia que poderia voltar ao top 100. Lá consegui superar da maneira que consegui e olhando para trás penso que foi uma aprendizagem. A Austrália foi uma experiência incrível mas defrontei um jogador muito competente. E também não sei que na Maia tenha sido um momento baixo. Foram jogos duros e que às vezes é preciso perder. Não me posso estar a matar por isso.
NOVO RANKING PERMITE-LHE JOGAR ESSECIALMENTE ATPs
O limbo entre Challengers e ATP é desgastante porque torna o nosso calendário imprevisível. Só consigo programar a minha época a curto prazo. Desgasta um pouco mais, mas estou habituado desde muito cedo. Foi importante ter aqueles Futures e Challengers em Portugal, mas fora isso é sempre imprevisível. Ainda não sei bem o que vou fazer depois do Millennium Estoril Open. A ideia é subir a categoria de torneios e foi por isso que vim para a América do Norte jogar estes torneios. Acapulco é mais uma oportunidade incrível, num sítio do qual já ouvi muitas coisas boas. Não vou largar já os Challengers mas qualquer torneio pode mudar um pouco a perspetiva da temporada. Vamos ver como vão correr as coisas. Ainda não olhei muito para o calendário.
QUE ADVERSÁRIO GOSTARIA DE DEFRONTAR EM 2023
Quer o Nadal, quer o Djokovic, adoraria pela experiência de competir contra um deles, que já estão numa fase final da carreira. Neste momento já poderei ter a chance de defrontá-los. Já aconteceu estar no mesmo torneio do que eles. Quando joguei com o [Jannik] Sinner [em Sofia] já foi incrível. Gostaria de aprender um bocadinho e sentir na pele o que é jogar àquele nível. O que é preciso e o que eles fazem a mais. Para aprender. Seria muito entusiasmante.
SERVIÇO ESTÁ IMPARÁVEL
Não vou dizer que os números enganam, mas as condições eram boas para servidores. Os campos eram rápidos, havia um pouco de altitude e estava difícil responder. Era necessário quase tentar escolher um lado e tentar adivinhar. A margem era pouca e isso fez-se sentir. As condições estavam propícias e soube-me muito bem jogar com isso. Fui muito consistente também nas bolas a seguir ao serviço. Salvei muitos break points.
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