Fonseca: "Há dois anos era eu pedindo autógrafos, agora tudo mudou"

Fonseca: “Há dois anos era eu pedindo autógrafos, agora tudo mudou”

Por José Morgado - março 23, 2025
Fonseca

João Fonseca passou neste sábado (23) pelos estúdios do ‘Tennis Channel’ após a fabulosa vitória diante de Ugo Humbert na segunda rodada do Masters 1000 de Miami. O brasileiro falou do serviço, do apoio do público, dos seus ídolos… e muito mais.

SERVIÇO ESTÁ MELHOR

Temos trabalhado muito no serviço, serviço e primeira golpe. Hoje estive muito bem, com a cabeça e mentalidade certa. Estou feliz pela maneira como joguei hoje. O meu segundo serviço era melhor do que o meu primeiro quando eu era mais jovem. No primeiro só fazia kick. Mas melhorei bastante, agora tenho mais peso, ganho mais pontos com ele e isso deixa-me mais confiante.

DESAFIOS DE JOGAR EM PISO RÁPIDO

Eu sou sul-americano, por isso jogo muito no saibro. Mas no ano passado já joguei muito em piso rápido, especialmente indoor, e tive de evoluir bastante. No saibro, você tem mais tempo, em piso rápido é mais difícil fazer as transições para meio da quadra e para a rede. Estou melhorando o meu jogo de rede e vou continuar trabalhando.

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APOIO INCRÍVEL EM MIAMI

É uma loucura o apoio que recebo aqui. Mesmo que só fossem dez brasileiros, eles seriam barulhentos. Agora imaginem o estádio cheio. Ainda estou me adaptando a tudo o que está acontecendo na minha vida porque tudo tem acontecido muito rápido.

FEDERER E KUERTEN SÃO ÍDOLOS

Há dois anos era eu pedindo autógrafos. Agora tudo mudou. O meu ídolo quando era criança eram o Roger Federer e, claro, o Guga. Não apenas pelo seu tênis, mas pelo seu carisma. Adoro representar o meu país.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com