Wawrinka revela motivo para seguir jogando aos 40 anos: "Amo o tênis, é o que me dá motivação"

Wawrinka revela motivo para seguir jogando aos 40 anos: “Amo o tênis, é o que me dá motivação”

Por Nuno Chaves - abril 7, 2025
Foto: EPA

Stan Wawrinka deu mais uma prova de que, aos 40 anos, ainda tem nível para competir contra os melhores, apesar da derrota na estreia em Monte Carlo. O ex-top 3 mundial falou mais tarde com os jornalistas e deu uma verdadeira lição sobre os motivos que ainda o levam a competir no mais alto nível, mesmo estando fora do top 100 e já com uma idade considerada avançada para o circuito.

QUAL A RAZÃO PARA AINDA COMPETIR?

A paixão por esse esporte. Como atleta, quando você para, não tem mais volta, principalmente quando já está mais velho. Quero continuar aproveitando tudo o que puder. Amo o tênis. Jogar tênis é algo que me mantém motivado. Tive a oportunidade de disputar os melhores torneios do mundo e quero continuar empurrando um pouco mais. Gosto do processo, gosto dos treinos, gosto de disputar os grandes torneios, como este. Isso é o que mantém a chama acesa.

DERROTA EM MONTE CARLO, MAS MOTIVAÇÃO CONTINUA

Foi uma derrota bem difícil. É frustrante — eu diria que foi uma derrota frustrante —, mas o nível está lá. Faltam alguns detalhes para eu conseguir fechar esses jogos, mas continuo aproveitando. O ambiente foi fantástico. Gosto muito dessa fase da temporada no saibro. É sempre especial jogar Roland Garros, não apenas por já ter vencido lá, mas também porque é um dos melhores Grand Slams. Era o torneio que eu assistia quando era criança, então é sempre uma sensação incrível.

VONTADE DE ACORDAR TODOS OS DIAS PARA TREINAR

Alguns dias são mais difíceis do que outros, mas, no geral, não tenho problema em levantar e treinar. É verdade que a frustração aumenta com os anos, porque você sabe que está mais perto do fim e que vai ter menos oportunidades de ir longe em cada torneio. Nesse sentido, fica mais frustrante.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.