Tiafoe desolado com temporada "medíocre": «Joguei nervoso, não ao nível a que sou capaz»

Tiafoe desolado com temporada “medíocre”: «Joguei nervoso, não ao nível a que sou capaz»

Por Pedro Gonçalo Pinto - setembro 25, 2025
epa12322506 Frances Tiafoe of the United States handles three tennis balls at once before serving against Yoshihito Nishioka of Japan during the first round of the US Open Tennis Championships at the USTA Billie Jean King National Tennis Center in Flushing Meadows, New York, USA, 25 August 2025. The US Open tournament runs from 24 August through 07 September. EPA/SARAH YENESEL

Frances Tiafoe está longe de satisfeito com a temporada que tem realizado. O norte-americano já caiu para o 29.º lugar do ranking ATP e não esconde a desilusão por ter caído em termos de rendimento, sendo que consegue encontrar uma justificação clara.

“Está a ser medíocre na melhor das hipóteses. Tive derrotas muito complicadas, custou-me a acumular três ou quatro vitórias seguidas que é preciso para me manter no topo. E também não tive um par de grandes resultados como costumo ter em cada ano. Tenho a hipótese de acabar forte e alcançar algumas coisas, mas foi um ano com muitos altos e baixos. Há um ano estive a um set da final do US Open. Acho que a partir daí há que seguir em frente, não estive a jogar com fome suficiente. Há que demonstrar isso semana a semana no ténis e é algo que não tenho estado a fazer. Joguei nervoso, não ao nível a que sou capaz”, confessou ao Olympics.

Tiafoe foi questionado sobre a rivalidade entre Carlos Alcaraz Jannik Sinner. “Há um par de jogadores que têm de se juntar a eles. Não digo que lhes ganhem, mas tem de haver outros e isso motiva-me. O Novak não conta. Tem 40 anos, adoro-o, mas não conta. É o GOAT, o melhor de sempre. Não está com eles. Quem são os outros que poderiam estar lá e talvez derrotá-los? O estilo de cada um é diferente, mas o mais importante é a intensidade, a velocidade com que jogam. Com o Jannik sabes o que tens dia a dia. Alcaraz é mais parecido comigo, quanto ao talento mais chamativo, mas o esforço que traz é o mesmo todos os dias”, rematou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt