Monfils e a importância de Svitolina: "Se não tivesse conhecido a Elina, já teria aposentado"

Monfils e a importância de Svitolina: “Se não tivesse conhecido a Elina, já teria aposentado”

Por Pedro Gonçalo Pinto - abril 1, 2025
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Divulgação/Australian Open

Aos 38 anos, Gael Monfils continua a lutar e ocupa o 42º lugar do ranking da ATP, inclusive depois de conquistar um título nesta temporada. Pois bem, o cenário seria bem diferente sem… Elina Svitolina. A garantia é dada pelo próprio, numa interessante conversa com Gilles Simon no seu canal de YouTube.

“Sinceramente, se não tivesse conhecido a Elina já teria me aposentado, sem dúvida. Teria parado depois da Covid. Naquele momento ainda estava no top 10, mas não significava nada mim. Estádios vazios… Era uma energia diferente e simplesmente senti que já não era para mim”, confessou.

“Comecei a dizer que talvez fosse hora de parar. Não podia voltar ao meu nível de antes e era frustrante. Ela me ajudou a superar isso. Não foi logo em seguida, mas quando chegou o inverno comecei a sentir de novo aquela chama. Um pouco de alegria na quadra e isso para mim é crucial. Tive uma boa série, subi a número 14, ganhei Adelaide, cheguei às quartas no Australian Open. Mas então chegou outra lesão, a no pé. Estive sete meses de fora. Além disso, a Elina estava grávida, eu tinha um grave problema familiar e pensei ‘é o fim'”, afirmou, sobre a lesão que lhe afetou em 2022.

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Mas Svitolina convenceu Monfils. “A Elina encontrou as palavras certas. Me disse ‘olha, eu volto depois de dar à luz, tu também pode’. Me deu motivação. Disse-lhe que precisava de um objetivo claro e fixamos isso juntos, me ajudou muito. Todos riram, mas eu disse ‘quero me classificar para os Jogos Olímpicos’. Nesse momento era à volta de número 400. A minha mulher me salvou literalmente. Reacendeu a chama em mim. Às vezes arde com força, às vezes é só uma chama, então ela teve um papel enorme para eu continuar a jogar tênis. Obrigado, Elina”, concluiu.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt