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Medvedev recorda odisseia: «Se não fosse o ténis tinha ficado no Dubai»
Daniil Medvedev entrou no ATP 1000 de Indian Wells com uma vitória tranquila e provou que, apesar da odisseia que viveu para deixar o Dubai, não afetou a sua preparação para o torneio norte-americano.
O russo, que alcançou a sua sexta vitória consecutiva, explicou que, apesar de tudo, teve tempo mais que suficiente para treinar e até admitiu que só saiu dos Emirados Árabes Unidos porque… tinha de ir para os Estados Unidos.
ODISSEIA NÃO AFETOU PREPARAÇÃO
Normalmente tens cerca de quatro ou cinco dias para te preparares aqui, se jogares bem no Dubai, ou até em Acapulco. Aqui tive três dias, o que não é mau. Não é como se tivesse apenas um dia e tivesse de jogar. Portanto, três dias não é mau. Está no limite, porque há 12 horas de diferença em relação ao Dubai e a nossa viagem foi mais dura do que um voo direto do Dubai para Los Angeles. Mas, sinceramente, hoje senti-me muito bem, o que significa que o jet lag já desapareceu e que fiz um bom trabalho, dormi bem e estou ansioso pelos próximos jogos a 100%, embora hoje já estivesse.
CAOS CONJUNTO COM RUBLEV E KHACHANOV
A certa altura estivemos a trocar muitas mensagens com o Andrey Rublev e Karen Khachanov, sem dúvida. O Andrey e eu decidimos ir para Omã, para tentar encontrar algo a partir de lá. Não foi fácil encontrá-lo, porque toda a gente estava a tentar sair e não havia muitos voos disponíveis. Mas conseguimos encontrar um avião. O Karen juntou-se a nós e, no dia seguinte, conseguimos voar para Istambul e depois de Istambul para Los Angeles. Foi mais longo e um pouco mais stressante do que o habitual em termos de logística. Passei muito tempo ao telefone, o que acaba por ser bastante desgastante. Como digo, cheguei aqui um pouco mais cansado fisicamente do que é habitual, mas consegui lidar bem com isso.
SÓ SAIU DO DUBAI… PORQUE TINHA DE JOGAR EM INDIAN WELLS
Fiquei alojado num dos hotéis onde aconteceu algo, por isso tivemos de evacuar durante a noite com a minha esposa. É como… como dizer… acho que depende do tipo de pessoa que és e da situação em que te encontras. Se estivesse com os meus filhos, provavelmente estaria mais stressado com a situação. Os miúdos não estavam lá. Estavam em casa, no Mónaco. Por isso pensei: “Bem, o importante agora é como chegar a Indian Wells”. Para ser sincero, se não fosse o ténis, provavelmente teria ficado no Dubai, porque lá sentia-me bastante seguro. Posso estar enganado, mas foi isso que senti lá.
Mas, para mim, o importante era: “Ok, como é que chegamos a Indian Wells e como é que faço com que a minha mulher volte para o Mónaco com os miúdos?”. Conseguimos. E, mais uma vez, isso era o principal, porque, por exemplo, no domingo estávamos no centro comercial, a aproveitar o tempo em Dubai. Acho que não estávamos demasiado stressados com a situação em si, mas mais com a forma de sair de lá.
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