Keys sem pressão antes do duelo com Swiatek: "Não preciso ganhar um Grand Slam"

Keys sem pressão antes do duelo com Swiatek: “Não preciso ganhar um Grand Slam”

Por Pedro Gonçalo Pinto - janeiro 22, 2025

Madison Keys alcançou pela sétima vez na carreira as semifinais de um torneio de Grand Slam, após vencer Elina Svitolina e garantir vaga no top 4 do Australian Open. A norte-americana, que chegou à final do US Open em 2017, afirma que está jogando sem pressão e apenas quer aproveitar o momento.

“Se pudesse voltar no tempo, diria a mim mesma para tentar aproveitar mais, em vez de me pressionar tanto. Em alguns momentos da minha carreira, me desgastei demais por não alcançar certos objetivos, pensando que não teria outra oportunidade. Agora, estou em um ponto em que valorizo muito minha trajetória, tudo o que conquistei. Não preciso ganhar um Grand Slam para sentir que fiz um bom trabalho e que deixei tudo em quadra. Esse continua sendo o meu objetivo, mas hoje reconheço que, em alguns momentos, senti que, se não ganhasse, significava que eu não tinha feito o suficiente ou que não estava à altura do meu potencial. Esse pensamento tira a diversão do jogo e, por vezes, me deixou paralisada na quadra”, confessou.

Por isso, Keys está mais solta para o duelo contra Iga Swiatek, que promete ser extremamente desafiador. “A Iga é muito difícil de vencer porque coloca muito efeito nos golpes dos dois lados, saca bem, devolve bem, e se movimenta incrivelmente bem. O que mais complica é a capacidade dela de se mover tão bem. Se você perde a posição, não há tempo para se recuperar. A chave é encontrar o equilíbrio entre ser agressiva, tentar movê-la e pressioná-la, mas sem precipitação. Quando a derrotei em Cincinnati, foi porque adoro aquelas quadras. Cresci jogando nelas, e naquele dia a bola estava viva, o que me permitiu avançar, ser mais consistente e jogar sem tanta pressão. Nas outras vezes em que nos enfrentamos, foi em quadras mais lentas, e ela conseguiu se recuperar em praticamente todos os pontos”, analisou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt