João Fonseca revela o que faltou e o que mais aprendeu após a eliminação em Roland Garros

João Fonseca revela o que faltou e o que mais aprendeu após a eliminação em Roland Garros

Por Nuno Chaves - maio 31, 2025

Assim como aconteceu em Indian Wells, João Fonseca voltou a cair diante de Jack Draper, desta vez em Roland Garros e igualmente com um resultado claro — desta vez, 6-2, 6-4 e 6-2 .O brasileiro despediu-se, ainda assim, de Paris com uma terceira rodada e com muita ambição para o futuro, sendo que até revelou os seus objetivos até ao final da temporada.

O QUE APRENDEU

Se quero alcançar grandes feitos neste esporte, tenho que enfrentar este tipo de tenistas. Foi uma grande experiência jogar contra um dos melhores jogadores deste ano. O Jack jogou muito bem. Talvez eu pudesse ter entrado melhor nos inícios de cada set e tê-lo feito duvidar um pouco mais. Assim que quebrou o serviço, começou a jogar de forma incrível. Não o fiz pensar. Essa foi a chave de tudo.

O QUE FALTOU

Assim que me quebrou o serviço, ele começou a impor o seu jogo. Ambos começamos nervosos, mas depois de me fazer a quebra, jogou muito bem. Acho que me faltou um pouco de paciência ou fazer algo diferente. Foi difícil encontrar o caminho. É isso que levo deste jogo.

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FALTA DE EXPERIÊNCIA EM GRAND SLAMS

Isto é algo que só a experiência traz. Continuo a aprender. Tenho que aprender a jogar em melhor de cinco sets. As coisas podem mudar rapidamente. Quando terminou o segundo set, o meu treinador em disse para continuar, para encontrar o meu ritmo, que talvez conseguisse quebrar o serviço. Para mim é bom ver isto porque às vezes estou jogando mal e percebo que tudo pode mudar em um instante.

DIFERENÇAS EM RELAÇÃO A INDIAN WELLS

Ele foi muito atrás da bola. Defensivamente devolvia sempre bem e junto à linha. Eu estava atacando e, em um ponto qualquer, ele fazia uma boa defesa e o ponto recomeçava. Tenho que aprender a jogar contra os top 5 nesta superfície porque, em quadra dura, às vezes você ataca, ataca, ataca… e o ponto termina. No saibro, você manda uma bola alta, em defesa e o ponto começa de novo. Destaco nele a intensidade com que inicia os pontos e a forma como joga os momentos importantes. Agressivo, intenso e vai à linha quando precisa.

OBJETIVOS

Quero jogar os grandes torneios. Com o meu ranking, agora posso. Entrar num ATP 500 e ser Top 40. No próximo ano, gostaria de ser cabeça de série no Australian Open. Esse seria o meu objetivo. Precisamos de algumas boas semanas. Estou melhorando e aprendendo e não me sinto mal pela derrota de hoje. Sei que não joguei o meu melhor tênis e ele é um grande jogador.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.