Jessica Pegula: «Tornei me uma jogadora muito melhor nos últimos seis meses» - Bola Amarela Brasil

Jessica Pegula: «Tornei me uma jogadora muito melhor nos últimos seis meses»

Por José Morgado - março 10, 2026

Jessica Pegula (atual 5.º WTA) está a viver um momento muito positivo na carreira. A antiga vice-campeã do US Open só perdeu ainda dois encontros desde o arranque da temporada e conta já com 15 triunfos e o título conquistado no WTA 1000 do Dubai.

A norte-americana de 32 anos tem mostrado uma consistência fora do normal e prova disso mesmo são as sete presenças seguidas em meias-finais de torneios do circuito principal. Depois de garantir o apuramento para os ‘oitavos’ de Indian Wells, Pegula confessou o quão difícil é defrontar sempre uma jogadora como Jelena Ostapenko e ainda afirmou estar feliz com o progresso que tem vindo a fazer nestes últimos meses.
DESAFIO DE JOGAR CONTRA OSTAPENKO
É sempre muito difícil, e isso pode ser muito frustrante por causa da maneira como ela consegue acertar bolas vencedoras e tirar tempo do seu jogo. Pode ser realmente complicado. Felizmente, consegui manter o meu serviço no segundo set e encontrar oportunidades para quebrar o serviço dela, mas sim, foi muito difícil. Honestamente, não acho que joguei mal em nenhum momento. Na verdade, acho que joguei muito bem durante toda a partida. Se alguma coisa mudou, foi que consegui elevar o meu nível no final.
ANÁLISE AO ENCONTRO

Estava um pouco mais expressiva do que o normal, demonstrando certa frustração, principalmente no início, porque eu via que ela estava a jogar bem e pensava: ‘Lá vamos nós de novo, vou ter que passar por isto outra vez’. Talvez eu tivesse à espera que ela começasse pior. Não sei, talvez eu pudesse ter fechado o jogo em dois sets. Eu tive que me controlar e me concentrar novamente para que a situação não saísse do controlo, porque senão começaria a afetar tudo. Eu ficava a repetir para mim mesmo que não estava a jogar mal. Eu não sentia que estava jogando mal. Pelo contrário, achei que estava a jogar muito bem. Estava só a deixar escapar algumas oportunidades, algumas quebras de serviço aqui e ali e momentos em que eu poderia ter sido mais agressiva. 

CONDIÇÕES EM INDIAN WELLS

Nos primeiros dias, esteve bastante calor, mais de 30 graus. Quando está mais quente, a bola voa mais rápido e o jogo é mais dinâmico. Quando está mais fresco, as condições ficam um pouco mais lentas. Normalmente, gosto de jogar em climas mais quentes e com condições mais rápidas. E também há o fator vento, que às vezes pode ser muito forte e ter um impacto significativo. Prefiro jogar durante o dia porque treinamos mais nesse período e estou mais acostumada.

UM OLHAR SOBRE A PRÓXIMA RONDA

É uma adversária muito difícil [Belinda Bencic]. Para ser honesta, não tenho um histórico muito bom contra ela. Acho que ainda nem um set lhe ganhei, então será um desafio para mim. Mas quando vi o quadro do torneio, que não tem sido um dos meus melhores no passado, decidi encarar cada partida como um desafio, e estou ansiosa para enfrentar quem quer que seja. Acho que me tornei uma jogadora muito melhor nos últimos seis meses e estou ansiosa para me testar e tentar vencer qualquer uma deles.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com