Alcaraz irritado: «Estou cansado de sentir que defronto o Federer em todas as rondas» - Bola Amarela Brasil

Alcaraz irritado: «Estou cansado de sentir que defronto o Federer em todas as rondas»

Por Nuno Chaves - março 10, 2026

Carlos Alcaraz carimbou na última madrugada a sua 14.ª vitória em 14 partidas em 2026, depois de se ter qualificado para os oitavos de final do ATP 1000 de Indian Wells mas, no final, o número um mundial mostrou-se irritado com um dado particularmente interessante e, ao mesmo tempo, surpreendente.

É que o jovem espanhol, em conferência de imprensa, lamentou que os seus adversários contra si joguem sempre mais que habitualmente e até disse sentir que, em todas as rondas, defronta… Roger Federer.

CANSADO DO NÍVEL ALTO DOS ADVERSÁRIOS

Para ser honesto, às vezes canso-me de sentir que estou a jogar contra o Roger Federer em todas as rondas. Às vezes parece que todos jogam a um nível incrivelmente alto. Não sei se é apenas uma sensação minha, mas sinto que isso acontece sempre contra mim. Se jogassem a esse nível em todos os jogos, deveriam estar muito mais acima no ranking. Mas pronto, é algo que me preocupa e em que penso quando estou a jogar.

COMO RESOLVER ESSE PROBLEMA

A única coisa que posso fazer é aceitá-lo, seguir em frente e tentar fazer coisas diferentes durante o jogo. Tentar não deixar que o adversário seja agressivo ou jogue ao seu estilo, tentar impor o meu estilo, o meu ténis, o meu nível no jogo e tentar mudar a situação. Mas o primeiro passo é aceitá-lo. Sinto que tenho um alvo nas costas e acho que eles sentem que, se não jogarem a esse nível, não me conseguem ganhar ou pelo menos é isso que imagino que possam pensar.

JOGO TRAIÇOEIRO

No início estava um pouco zangado comigo próprio, porque tive muitas oportunidades no primeiro set: várias bolas de break, até uma bola de set e não consegui aproveitá-las. Senti que tinha deixado escapar grandes oportunidades e às vezes é difícil aceitá-lo. Mas, no início do segundo set, ele jogou a um nível muito alto no jogo em que me quebrou o serviço. Por isso aceitei, tentei manter-me forte mentalmente e o mais tranquilo possível e continuar a lutar. Sabia que ia ter mais oportunidades e que, se não estivesse preparado, não conseguiria aproveitá-las. O mais importante era manter-me no jogo em todos os momentos, tentar ganhar os meus jogos de serviço e colocar pressão nos dele e ver o que acontecia, tentando fazê-lo da melhor forma possível.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.