Lucky loser Lys se solta no Australian Open: "Quanto mais penso, pior jogo"

Lucky loser Lys se solta no Australian Open: “Quanto mais penso, pior jogo”

Por Pedro Gonçalo Pinto - janeiro 19, 2025

Eva Lys está vivendo um autêntico conto de fadas no Australian Open 2025. Depois de perder na última rodada do qualifying, a alemã de 23 anos, número 128 do mundo, foi repescada. Enquanto lucky loser, desatou a ganhar… e já está nas oitavas de final, algo que nunca aconteceu com uma jogadora que perdeu no quali em Melbourne Park. E quem será sua próxima rival? Nada mais, nada menos do que Iga Swiatek.

“A razão pela qual estou jogando tão bem é porque tenho o braço solto, não tenho nada a perder. Sei que não vai ser um jogo fácil contra a Iga. Também sei que ela não me vai subestimar na quarta rodada. Vejo que tenho oportunidades, vou tentar jogar o meu melhor tênis. Ela vai ter que trabalhar um pouco mais duro para ganhar”, afirmou a alemã, que perdeu por duplo 6-1 no duelo anterior com a polonesa.

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Lys, que já mudou as passagens de avião duas vezes para voltar a casa, confessa que a ficha ainda não caiu, mas que já aprendeu muito com a experiência que está vivendo no Austrália.

“Sempre foi muito difícil para mim chegar ao top 100 (o que vai acontecer após o Aberto da Austrália), jogar os grandes torneios. Sei que tenho o nível, mas colocava muita pressão. Sempre soube o que estava em jogo. Essa foi a razão pela qual nunca era capaz de ir para a quadra e ganhar. Lembro-me que na primeira vez que joguei o Australian Open passei o qualifying e enfrentei Bucsa na primeira rodada. Joguei muito bem o primeiro set e comecei a pensar quantos pontos ia ganhar, qual seria o meu ranking. No segundo set perdi 6-0. Às vezes a minha cabeça vai à frente do meu tênis e do meu corpo. A maior lição destes últimos 12 meses é que tenho que ir jogar. Quanto mais penso, pior jogo. Simplesmente tento desfrutar. Ser lucky loser também ajuda, às vezes precisas de uma segunda oportunidade”, destacou.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt