Nadal e Federer explicam as diferenças de jogar no Phillipe Chatrier e Suzanne Lenglen

Nadal e Federer explicam as diferenças de jogar no Phillipe Chatrier e Suzanne Lenglen

Por Nuno Chaves - junho 1, 2019
Rafael-Nadal
Tennis – French Open – Roland Garros, Paris, France – May 31, 2019. Spain’s Rafael Nadal in action during his third round match against Belgium’s David Goffin REUTERS/Kai Pfaffenbach TPX IMAGES OF THE DAY – RC1C0B014020

Muito se tem falado no facto da organização de Roland Garros colocar jogadores como Roger FedererRafa Nadal ou Novak Djokovic no court Suzanne Lenglen, ao invés do Phillipe Chatrier.

Mas será que existem assim tantas diferenças nos dois campos? Federer deu a sua opinião. “Para mim, a maior diferença é que há menos espaço entre a linha de fundo e nos lados. Sentes que os adeptos estão mais perto e isso dá um ambiente diferente. Sinto também que o Suzanne Lenglen é sempre um pouco mais escorregadio que o Chatrier”, explicou em conferência de imprensa.

Federer falou também da diferença de condições, proporcionada pelo calor que se fez sentir em Paris durante esta sexta-feira. “Hoje o court pareceu mais rápido pelas condições mais quentes. Quando o tempo está assim, sinto que a bola anda mais depressa. Isso é bom para o meu serviço, senti-me bem durante muito tempo”, concluiu.

Quanto a Nadal. “Para as pessoas que não estão habituadas a jogar no Chatrier, é um court mais complicado que o Lenglen. As dimensões do Chatrier e, pela forma em que o vento corre, pode fazer que percas tempo dentro do court”, afirmou.

As explicações prosseguiram. “O campo é tão grande que podes perder um pouco da noção das distâncias. Já fiz vários jogos tanto num, como no outro, por isso, não sinto tanto a mudança. Se me derem a escolher prefiro o Chatrier porque me sinto com mais controlo, ainda que nunca tenha perdido no Lenglen”, referiu.

 

Nuno Chaves
Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.