Nadal e a pandemia: «Confinamento não beneficiou ninguém no mundo do ténis»

Nadal e a pandemia: «Confinamento não beneficiou ninguém no mundo do ténis»

Por Tiago Ferraz - dezembro 10, 2020
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O tenista espanhol Rafael Nadal, número dois mundial, esteve à conversa com a revista ‘Celebrity’ onde recorda o quão condicionado esteve devido à pandemia de coronavirus.

“Penso que o confinamento não beneficiou ninguém no mundo do ténis exceto o propósito de tentar evitar a propagação do vírus. Não acredito que tenha beneficiado alguém no mundo do ténis e foi difícil juntamente com o facto de estarmos a preparar-nos para algo desconhecido. Ainda assim, no final, tínhamos um objetivo claro. Tentamos trabalhar corretamente, evitando lesões e adaptando-nos a novas realidades. No meu caso, quando o meu corpo fica parado durante muito tempo acaba por não me ajudar e nesse sentido tive que fazer um trabalho prévio ao torneio (Roma) para recuperar a minha condição física e o meu ténis”, disse, citado pelo Punto de Break.

Rafael Nadal fala ainda das consequências da pandemia para o futuro à escala global:

“O lado positivo é que as pessoas que estão mais próximas de mim estão bem e a salvo e ninguém sofreu muito por esta pandemia. Para mim, em primeiro lugar, está a saúde das pessoas que me são próximas, sempre. Todos sabemos que este não é um ano para estarmos contentes. É um ano em que morreu muita gente e um ano que vai trazer muitas consequências para o futuro”, ressalvou.

Recorde-se que Rafael Nadal teve um ano de 2020 para recordar por boas razões uma vez que venceu mais uma vez o torneio de Roland Garros (pela 13.ª vez) e igualou o recorde de Grand Slams de Roger Federer.

Tiago Ferraz
Jornalista de formação, apaixonado por literatura, viagens e desporto sem resistir ao jogo e universo dos courts. Iniciou a sua carreira profissional na agência Lusa com uma profícua passagem pela A BolaTV, tendo finalmente alcançado a cadeira que o realiza e entusiasma como redator no Bola Amarela desde abril de 2019. Os sonhos começam quando se agarram as oportunidades.